segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

INDIFERENÇA: UMA DOENÇA QUE MATA



P. Guilherme Lieven *

O que é indiferença? Seria um desvio de comportamento, um costume, uma forma de sobrevivência, um mecanismo de defesa, de resistência, ou conseqüência do egoísmo e do medo? O fato é que todos nós, uns mais outros menos, somos indiferentes, "passamos ao largo" de muitas coisas, realidades, fatos e pessoas, em algumas situações, até de nós mesmos.

A indiferença tem um poder devastador. Ela é a companheira doentia do dominador e opressor, também dos que preferem as desigualdades, a violência, o ódio e a morte. Os indiferentes, de uma forma ou de outra, ferem, rejeitam, excluem, matam. Está correta a conclusão: o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença.

Esta poderosa doença está presente em toda história dos seres humanos, ela é milenar. Já nos relatos bíblicos a indiferença é apresentada como um comportamento que impede a vida, a salvação do outro, a cura, gestos de solidariedade. Cito somente duas cenas bíblicas. Primeiro a história de Jonas, ele foge da sua missão. No navio dormiu, ficou indiferente à tempestade que ameaçava a vida dos marinheiros. Enquanto fugiu da sua missão ficou indiferente a tudo e a Deus. Cito, ainda, a parábola do bom samaritano (Lc 10). O sacerdote e o levita passaram ao largo da vítima do assalto. Preferiram a indiferença e negaram-lhe socorro e cuidado. O samaritano, uma pessoa simples, atendeu aos gritos da vítima. Com facilidade verificamos que a indiferença das pessoas causou sofrimento e morte na história da humanidade.

Creio que podemos resistir, nos defender e sobreviver, resgatando e desenvolvendo outros valores e mecanismos de relações humanas que, por sua vez, passam ao largo da indiferença. A vida comunitária de fé associada ao exercício saudável da cidadania é um milagroso remédio contra o mal da indiferença. Quero dizer que uma espiritualidade participativa, fundamentada no evangelho, e o exercício de uma cidadania ativa tornam-nos atentos e ligados a tudo e uns aos outros, envolvem-nos com o sofrimento do outro e com a alegria de todos. É por isso que cremos na renovação da vida. O amor e a graça de Deus anunciam diariamente para nós a possibilidade de renascimento e desperta-nos para a ação pela vida, para o envolvimento comunitário e social. Quando não nos isolamos em nossos "mundinhos", quando evitamos pensar só em nós mesmos, quando abrimos nossos olhos e ouvidos, os sinais, a graça e o amor de Deus nos constrangem e denunciam a nossa indiferença, movendo-nos para caminhos novos que transpiram vida, justiça, esperança e paz.


Uma vida social ativa e a fé no Deus da justiça e da paz, vivo, nos levam a uma saudável e constante briga contra a indiferença, impedindo que ela crie raízes em nós, em nossa comunidade, em nossa sociedade.

Longe de nós a indiferença, esta doença crônica que causa sofrimento e mata. Que a paz e a voz de Deus abram sempre nossas algemas, descruzem nossos braços, desanuviem nossos olhos, despertem nossa paralisia e movam-nos para o companheirismo, para a alegria da partilha, do afeto, da solidariedade e da construção de esperanças.


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* P. Guilherme Lieven
é pastor na Paróquia ABCD

DICA: 5 COISAS QUE NÃO SE DEVE PERGUNTAR A MÃE DE MENINAS

5 coisas para não se falar para uma mãe de menina! Se você também é mãe de menina, vai concordar comigo que não é fácil ter uma pequena em casa. Elas costumam ser mais tranquilas do que os meninos no dia-a-dia (mas nem sempre – a minha, por exemplo, é um furacão!), sabem desde cedo como conquistar o que querem com sorrisos e abraços e despertam na mãe uma sensação de que ela é um grande exemplo a ser seguido para o resto da vida! Mas são também “ardidas” quando não têm suas vontades satisfeitas e costumam falar 90% do tempo em que estão acordadas (nossa, tem horas que eu sinto uma falta danada do silêncio!).
E se o coração de uma mãe de menina se enche de orgulho de ver sua filha seguir, em muitos aspectos, seus passos, também fica bravo, “chispando fogo pelas ventas” quando alguém resolve dizer algo que não deveria (olha que nos poucos anos de Catarina eu já ouvi cada coisa que vocês nem imaginam!). E se eu pudesse fazer uma pequena seleção das piores pérolas, aquelas que recomendo que não se diga nunca, nunca, nunquinha para uma mãe de menina, eu diria que são essas: 1) Seu marido nunca quis um menino? Essa é de matar! Como se ainda vivêssemos no século 19, quando tudo o que uma família queria era o nascimento de um homem! Ou como se você fosse membro de uma família real, em que para herdar o trono, o filho tem que nascer menino. Pior: como se o pai tivesse uma preferência explícita por ter um menino (e tivesse ficado frustrado quando sua filha nasceu). 2) Demorou para andar porque é menina, né? Sabe aquela história de que meninas falam primeiro e meninos andam primeiro? Tem gente que leva ao pé da letra e acha que isso é lei. Uma boa resposta para esse comentário é: “não, ela não andou mais tarde porque é menina. Ela só levou o tempo necessário para estar preparada. E, aliás, quem tem pressa? Ou ela não vai andar para o resto da vida?”. 3) Ela não se parece nada com você. Quando Catarina nasceu, eu ouvi muitas vezes essa afirmação. Agora que ela ficou mais parecida comigo, ninguém faz esse comentário “simpático”. Porque quando se tem meninas, no fundo você gostaria que ela se parecesse com você (nem que seja no branco dos olhos!). 4) Ela não vai ser boa em matemática, aposto. Como se meninas fossem naturalmente um horror em raciocínio lógico! A verdade é que minha filha pode ser boa em matemática ou não – e isso não tem qualquer relação com seu sexo. 5) Pra uma menina, ela não é bem educada. Isso você vai ouvir depois que sua filha passou o dia pulando, correndo, jogando bola e bagunçando tudo. O problema não é (só) alguém dizer que você não educa bem sua filha – é mostrar que se fosse um menino, aquele comportamento seria esperado. Mas de uma menina… Que deveria ser calma, dócil, meiga… Talvez a melhor resposta nessa hora seja falar: “pois é, ela é bem mal-educada mesmo. Aliás, puxou a mãe!”. CREDITOS À: NILVA SALGADO "MIL DICAS DE MÃES"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quem se precipita na vida sentimental acaba se frustrando

Muita gente tem se precipitado no que diz respeito à vida sentimental e, consequentemente, se frustrado. A falta de sabedoria faz com que muitos não consigam enxergar o que Deus tem preparado para eles, deixando as emoções dominarem suas atitudes. Em seu blog, a escritora Cristiane Cardoso abordou uma história que mostra que aqueles que dão ouvidos à voz de Deus conseguem ter êxito nessa área de suas vidas, mesmo quando o relacionamento é à distância, como foi o caso da jovem Marelis. “Eu estava como obreira havia pouco tempo e vivia uma experiência única de encontrar um Deus tão maravilhoso, que havia preenchido minha alma e me dado o maior presente: a minha salvação. Estava em total lua-de-mel com Deus e dizia que não precisava de ninguém, pois já me sentia realizada”, lembra Marelis. Um determinado dia, ela recebeu uma ligação de um bispo que havia passado em sua igreja, mas que estava em outro local. Ele falou que procurava uma mulher de Deus para conhecer um pastor que havia passado por muitas lutas, mas permanecido fiel. “Ele me perguntou se eu estaria interessada em conversar com ele. Nesse momento, tive que pensar rápido. Apesar de não estar buscando um namorado, não queria rejeitar uma benção vinda de Deus, o que me fez dizer sim”, lembra. Marelis não sabia nada sobre o pastor, mas o que ouviu a respeito dele chamou sua atenção e, em poucos dias, eles passaram a se corresponder e se conhecer à distância. Ambos estavam nos Estados Unidos. Ela morava em Miami, ele em Nova Jersey. “Comecei a minha guerra em oração pela minha vida sentimental. Não queria ser enganada nem me deixar levar pelo meu coração. Apesar de ter tido a certeza de que ele era a pessoa que Deus tinha preparado para mim, não abri mão de orar até o momento de subir ao altar”, conta Marelis, que falava com Deus da seguinte forma: “Se essa união não vem de Ti, então faça com que algo aconteça e não permita que a gente venha se casar.” O tempo era curto para os dois, já que ele tinha as responsabilidades de pastor e ela trabalhava voluntariamente na igreja em tempo integral. Mesmo assim, ele ligava para Marelis todos os dias. “Conversávamos bastante sobre diversos assuntos. Foi um período de descobertas e de provas. Assim como ele estava atento para conhecer o meu caráter, eu também avaliava tudo o que ele me dizia, para ter o máximo de certeza de que ele realmente era um homem de Deus”, ressalta. Confirmação que faltava Curta-nos Após 3 semanas de contato por telefone, Marelis viajou para Nova Jersey para conhecer o seu pretendente pessoalmente. “Foi a confirmação que faltava. Nós nos encaixamos, como costumam dizer quando duas pessoas se conhecem e têm a certeza de ter encontrado a sua cara-metade. Já tinha me encantado pelo seu caráter e nesse dia me encantei pelo conjunto completo”, revela. Apesar de ter sido bastante criteriosa, Marelis disse que não se ateve a picuinhas nem se preocupou tanto com a aparência do pastor. “Já vi obreiras rejeitarem um homem de Deus só porque ele não tinha o perfil físico que elas idealizavam em seus sonhos. Outras escolheram tanto, mas não tiveram olhos espirituais e acabaram caindo numa cilada. A parte física é sim importante, mas não é a principal. Se for de Deus, não haverá dúvidas”, garante. O casal ficou noivo e firmou o compromisso de subir ao altar depois de um determinado período. Não havia uma data específica, portanto, eles continuaram orando e fazendo propósitos para que Deus fizesse a Sua vontade na vida deles. Controlando a ansiedade “Nesse tempo, a saudade apertava forte e nós continuávamos conversando por telefone. A melhor maneira que encontrei para lidar com a ansiedade que quis aparecer nessa hora foi me dedicando ainda mais às almas. Não ficava parada sonhando acordada. Estava sempre fazendo algo para Deus, ocupando minha mente e me preparando espiritualmente para essa grande responsabilidade de servir a Deus no altar”, relata Marelis. Para ela, além de casar, o matrimônio iria possibilitar a concretização de um grande sonho de fazer a obra de Deus no altar. “Que trabalho mais nobre e gratificante que esse pode existir na face da Terra? Deus honrou a sinceridade do nosso coração e a nossa fé e em pouco tempo recebemos autorização para marcar a data do nosso casamento”, conta Marelis. Hoje, juntos há 11 anos, o casal vê o amor entre ambos crescer a cada dia. “Temos a plena consciência de que só somos assim tão felizes porque Deus foi e segue sendo o primeiro em nossas vidas. Ele é a cola que nos une e sem Ele nada disso seria possível. Quando o desejo de uma jovem é realmente o de agradar e servir a Deus de verdade, Ele vai guiá-la à pessoa certa, que tenha esse mesmo objetivo”, atesta. Marelis faz um alerta a todos que querem ser felizes na vida sentimental. “É certo que o diabo tentará impedir e até enviar pessoas erradas para confundi-lo. Quem é espiritual saberá discernir o que vem de Deus e o que não vem”, conclui. Arca Universal / Portal Padom Quer continuar por dentro das novidades do Portal Padom? Siga o nosso perfil no TWITTER Curta a nossa página no FACEBOOK

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DÁ-ME UM CORAÇÃO IGUAL AO TEU MEU MESTRE





Se Tu olhares, Senhor
Pra dentro de mim
Nada encontrarás de bom
Mas um desejo eu tenho
De ser transformado
Preciso tanto do Teu perdão
Dá-me um novo coração
Dá-me um coração igual ao Teu

Meu mestre
Dá-me um coração igual ao Teu

Coração disposto a obedecer
Cumprir todo o Teu querer

Dá-me um coração igual ao Teu

Ensina-me a amar o meu irmão
A olhar com Teus olhos,
perdoar com o Teu perdão
Enche-me com Teu Espírito
Endireita os meus caminhos Ó Deus,
dá-me um novo coração

Enche-me com Teu Espírito
Endireita os meus caminhos Ó Deus,
dá-me um novo coração



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sexta-feira, 11 de junho de 2010